Mirrors Are More Fun Than Television

quarta-feira, 28 de julho de 2010

No Titled - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho

No Titled

É díficil explicar

O que é essa coisinha, a tal _____;

Tão pequena, tão lindinha, tão perfeita...

Se existe um Deus, por ele ela foi feita.

.

Seus cabelos, seus olhos, suas mãos.

Eu tou completamente sem inspiração.

Não sei o que faço para tirá-la do coração,

Só sei que talvez ela me faça viver na solidão.

.

Eu sei que isso não tem nada a ver

Com o que eu tinha começado a escrever.

Mas é que me deu uma vontade

De escrever pra ela, pra matar a saudade.

.

Voltemos àquela coisinha

Tão pequena, tão lindinha...

Mas por aqui vou parando

Por querer não a estar amando.

.

23-24.10.09

Yan’Fairy’Fernandes

O primeiro com a personalidadeFairy’, veja a confusão que ficou. A primeira estrofe pra uma, a segunda pra outra... Ficou muito estranho esse.

Y.F.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quase Soneto - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho

Quase Soneto

Era uma vez, um garotinho entediado

Que só queria alguém ao seu lado

Para poder mostrar o que sente.

Mas ele só vivia perto de gente que mente.

.

Todos cheios de mau-humor e hipocrisia,

E ele apenas um amigo queria.

Até que um dia uma linda garota ele encontrou

E tudo o que sentia pra ela contou.

.

Mas ele não queria crer,

Porque ela não poderia entender

Como ele a amava tanto assim.

.

Explicar-lhe era seu objetivo,

Mas ele queria que fosse decisivo,

Pra de uma vez por todas na história por um fim.

.

26.01.10

YanFernandes

(Carla, a garota mais linda do mundo inteiro, me ajudou a fazer esse. Ela deu a idéia de apenas um verso, mas é muito. Pelo menos pra mim é. Nem sei se ela lembra, mas é pra não deixar isso cair no esquecimento)

Y.F.

domingo, 18 de julho de 2010

Prometidos - Série Contos de Um Contador Idiota

Prometidos

Camila acabara de acordar e fora tomar um banho. Nem ligara o chuveiro elétrico, resolveu que um banho gelado pela manhã seria bem melhor para ela num primeiro dia de aula num colégio desconhecido do que um banho quente.
Em um outro lugar, Hugo também acordava. Não queria levantar para o primeiro dia de aula, não estava com vontade de sair falando com todas aquelas pessoas no colégio inteiro, todos os que já tinham estudado com ele e ainda passar por algumas situações constrangedoras com os novatos. Logo após de perceber que um dia ele teria que passar por isso, levantou-se. Foi direto para o banheiro.
Camila lavava seus cacheados cabelos loiros quando ouviu um barulho fora do banheiro - devia ser seu pai, ele costumava acordar naquela hora. Ela ficaria feliz se ele fosse levá-la ao colégio. Saiu do banho e foi procurar a roupa adequada. Sentia-se com um pouco de vergonha própria por não ter deixado tudo pronto para o dia seguinte na noite anterior, como costumava fazer na maioria das vezes.
Hugo saía do banho sem ao menos ter acordado totalmente. Pegou uma calça qualquer e uma camisa qualquer e vestiu-se. Poderia ter chorado de raiva quando lembrou que teria que ir andando até a escola. Não ficava tão longe, mas ele não sentia vontade nenhuma de andar.
A menina loira pegava um vestido azul, achou que era o bastante. Olhou suas unhas e viu que o esmalte vermelho que tinha sido aplicado nelas já estava se desgastando. Ficaria um pouco constrangida de chegar no colégio com as unhas não pintadas, mas ficaria com mais constrangimento se chegasse com as unhas malfeitas então resolveu tirar o esmalte.
O garoto pegou um copo de suco na geladeira e um pedaço de bolo que ele mesmo preparara na noite anterior. Engolira tudo em menos de cinco minutos, escovou os dentes, pegou apenas um caderno e uma caneta e saiu de casa.
Ao ver o pai na cozinha, Camila perguntou se ele a levaria na escola. Ele respondeu positivamente, então ela ainda teria pelo menos uns quinze minutos livres. Pegou uma xícara do café que o pai acabara de preparar e pegou uma maçã. Logo depois de terminar de comer, tomou um copo d'água, escovou os dentes, pegou um caderno, uma agendinha e algumas canetas e avisou o pai que estava pronta.
Logo ao chegar no colégio, Hugo encontrou alguns de seus amigos, falou com todos e foi para a sala. Sentou-se em uma das últimas cadeiras.
Camila acabava de entrar no colégio, localizou a sala e foi em sua direção.
Hugo gostaria muito de poder estar dormindo, resolveu abaixar a cabeça na cadeira e dormir ali. Mal baixara a cabeça e foi assustado por um de seus amigos que acabara de chegar. Ele sentou na sua frente e começou a conversar.
A garota entrava na sala praticamente ainda vazia. Havia apenas um grupo de meninas sentadas na frente e um grupo de garotos sentados lá atrás. Decidiu sentar-se numa fila perto da parede, na quarta cadeira.
Hugo notara a garota novata de cabelos negros entrar, não olhou nos seus olhos, evitou esse constrangimento.
Camila viu os quatro meninos conversando lá atrás. Não notara nenhum olhar em sua direção.
Camila e Hugo não sabiam, eles estavam a mais de três mil quilômetros de distância. Mas um dia eles vão se encontrar.

Y.F.

sábado, 10 de julho de 2010

Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho - The Piercing Radiant Moon

The Piercing Radiant Moon

Idolatrava, Zeloso, A Lua.

Era noite de Lua Cheia, e ele havia olhado

A Lua Cheia anterior, um mês antes,

E, com certeza, olharia a Lua Cheia do mês seguinte.

O olhar prateado fazia-lhe lembrar

Do olhar penetrante de sua amada.

O rapaz observava a Lua Cheia

Como se tivesse observando-a,

E parecia completamente apaixonado

Pela longínqua esfera prateada.

Nada passava-lhe pela cabeça,

Só queria que aquilo fosse para sempre,

Que fosse infinitamente o dia de Lua Cheia,

Que ele pudesse olhá-la,

Que ele esquecesse de todo o resto.

Queria que tudo acabasse, se ele pudesse olhar

A orbe gigantesca e ofuscante para sempre.

O brilho argênteo era o seu único desejo,

Queria que a Lua fosse sua e somente sua.

Queria possuir aquela luz.

A Lua sumiria de repente, ele sabia disso,

Mas não queria.

Odiava as três semanas de “não-Cheia”.

Não queria uma ou outra metade, queria por inteiro.

Gostaria se não existisse a Lua Nova,

Nem o Quarto Crescente, muito menos o Minguante.

Mas ele não se importava com isso.

Não agora.

A Lua o hipnotizara.

L.G.,

Diretamente do Mundo da Lua ;)

Duvido alguém fazer a relação.

Foi o Luís que fez, mas só postei porque esse é um dos meu favoritos.

Y.F.

Foi Mal, aê =S

Não postei um conto essa semana porque não preparei nada, pois pensava que não iria acessar a internet por esses dias. E próxima semana eu talvez não poste também, porque eu viajarei e acho muito difícil eu entrar aqui. Mas, logo depois que eu voltar continuarei com as postagens. Essa semana eu vou postar somente algo pra série 'Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho'.

Valeu,
Y.F.

sábado, 3 de julho de 2010

Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho - Lua


Lua

Ó, Lua,
Cuja beleza ultrapassa a beleza de mil mulheres,
Mesmo nuas.
Diga-me o que queres,
Pois nada tenho a lhe dar,
Além de mim mesmo.
Se quiseres, podes levar.

Ó, Lua,
Com seu brilho prateado,
Me deixastes encatado
E sem razão.

Ó, Lua,
Que somes uma vez por mês,
E assim não vês
Chorar meu coração.

Ó, Lua Cheia, me faz ser tua ceia
E me leva pra junto de ti,
Leva-me, pois agora não consigo dormir.

04.01.10
YanFernandes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Galerew!

Como eu havia dito, essa semana terá duas postagens da série Contos de um Contador Idiota. Na verdade, o Conto que eu postarei amanhã é o primeiro capítulo do meu livro, não o de poemas, o outro que ainda não decidi o nome. E vou publicar um das Série Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho.
Thanks again,
Y.F.

Um Verdadeiro Psicopata - Contos de um Contador Idiota

André era uma pessoa um tanto diferente. Ele tinha uma estranha habilidade: conseguia “ver” o caráter das pessoas mesmo sem conhecê-las. Ele simplesmente olhava para elas e sabia qual a qualidade de seu caráter. O jovem rapaz tinha uma margem de acerto muito boa, errava em menos de 7% dos casos, o que fazia simpatizar-se com as poucas pessoas de bom caráter que havia no mundo. Ele odiava chegar perto de uma pessoa sem nenhum caráter, o que lhe fazia perder muitas oportunidades na sua vida. Ele, acima de tudo, odiava as pessoas com uma “personalidade perfeita”, como ele chamava as pessoas de tão bom caráter que não teriam coragem nem para contar uma mentira muito grande.

Esse ódio começou a se fortalecer e tomou parte de sua preocupação. Um certo dia André caminhava por parque totalmente deserto. Havia apenas um grupo de quatro pessoas – três rapazes e uma moça. Ele continuou andando e percebeu que um daqueles três homens tinha um dos piores caráteres que ele já tinha “visto”. Correu até o local onde se encontravam a jovem moça e eles. Estavam discutindo e a jovem estava desesperada. Perguntou se havia algum problema por ali. Um dos rapazes respondeu que não era de sua conta.

Como eram rapazes bem menores que ele, tinham, no máximo, 17 anos, André não se intimidou e deu um tapa de leve no ombro de um deles e disse que achava que tinha algum problema acontecendo.

Um dos rapazes, que não tinha um caráter muito ruim, tentou puxar seu amigo para irem embora sem arranjar confusões. O rapaz mau-caráter percebeu que seria uma péssima idéia continuar ali, e foi embora.

Logo que eles saíram, a moça começou a agradecer André. O que ele percebeu logo depois disso foi o caráter da moça – um dos melhores que ele já tinha visto. André não acreditava no que tinha acontecido: ele tinha acabado de ajudar um dos “caráter perfeitos” que ele tanto odiava. Estava furioso, e, num só golpe, nocauteou a garota.

Pouco depois estava arrastando o corpo inerte da bela moça. Arrastou-a para seu carro e levou-a para casa. Chegando em suas acomodações, André sedou a moça, fazendo-lhe parecer mais morta do que já estava. Cortou-lhe os longos cabelos loiros até a altura de suas sobrancelhas. Tinha acabado de acordar um psicopata que sempre estivera em seu subconsciente. Logo depois dos cabelos, cortou-lhe os pulsos e observou ela sangrar até morte.

Levou o corpo ao local onde a encontrou e começou a banhá-lo em álcool. Depois de a moça estar totalmente coberta de álcool, André revistou seu corpo morto e encontrou uma corrente prateada presa ao seu pulso. Tinha a letra C presa à ela. Ele pegou a pulseira e guardou-a para si. Acendeu um isqueiro e ateou fogo ao corpo. Já era tarde da noite, ninguém andava por ali aquela hora além de drogados. André teve a certeza de que não havia ninguém ali e voltou para casa. Limpou tudo e logo em seguida queimou tudo que estava sujo de sangue da moça.

Os próximos meses foram bem animados para o novo psicopata: matava praticamente em todas as semanas, não se esquecendo de nunca deixar nenhum tipo de indicio dos assassinatos. Sempre matava os que tinham o melhor caráter possível, nunca deixando-lhes uma oportunidade. André pegava algum pertence para lembrar de suas vítimas: primeiro a pulseira, depois os óculos de um deles, o relógio, um brinco, um anel, qualquer coisa.

Passado bastante tempo, André achava que já tinha matado gente de mais, e só as mais bondosas e justas, e ainda odiava esse tipo de gente. Resolveu se entregar para a polícia, já que não via mais toda a euforia de matar as pessoas de bem. Chegando à delegacia mais próxima encontrou uma policial – uma mulher bondosa, inteligente e, acima dessas qualidades, bonita. André sentiu alguma especie de repulsa ao vê-la, mas sentia também uma enorme atração por aquela doce mulher. Analizou-a, percebeu uma objeto consigo, não acreditava no que estava vendo. Tinha que ser justamente a pessoa pela qual ele se apaixonaria? Decidiu que a mataria. Voltou para casa e planejou tudo. Na noite daquele mesmo dia voltou para a delegacia e a chamou para resolver um confusão perto dali. Numa rua deserta, antes que a bela moça pudesse ver suas ações, André puxou uma arma e lhe deu um tiro certeiro no lado esquerdo de seu peito. Retirou uma aliança dourada de sua mão direita, colocou-a no bolso, segurou a mão do corpo da mulher e atirou em sua própria têmpora.

Jaziam dois corpos mortos no chão agora.

Y.F.