segunda-feira, 1 de novembro de 2010
-x-x-x-x-
sábado, 11 de setembro de 2010
You - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho
my sunrIse and my sunshine,
the air of my breath and the water of my drinK,
the light of the stArs iN up the skyline
you’re in all of my Thoughts, in every thinK.
hAppiness is a stRange woRd to me
but, nearing you, I can see...
i guess I’m luckY.
nearing you I’m just a sucker.
my head is so confuse,
my heart is broken, diffuse.
and I need to say it...
i love you, but damn it.
22.09.09
YanFernandes.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O Quarto - Contos de Um Contador Idiota
Passo tanto tempo de minha vida nele. O tempo que for preciso. Essas quatro paredes brancas e acolchoadas já se tornaram parte de mim. Eu as tenho como confidentes. E elas são ótimas para exercer essa função: só ouvem, nunca falam.
Ao contrário delas, minha irmã fala demais. Ela é médica, e vive sempre falando em termos cientificos, coisas que eu entendo bem pouco. Sempre conversando comigo como se eu precisasse da ajuda dela, ela diz que um dia eu iria sair desse quarto, fala como se eu quisesse isso, fala como se eu precisasse sair da minha fortaleza de gelo.
Além das minhas confidentes não existem muitas coisas por aqui. Só minha cama é o bastante pra me deixar preso aqui. Não há nada melhor do que dormir profundamente e sonhar com cavalos marinhos coloridos de verde e azul voando pelo céu amarelo. Sonhar com a batalha dos dois reinos celestes. A Lua com seu exercito de constelações, levando a escuridão e a melancolia por onde passasse. A rainha do crepúsculo quer tomar o reino do Sol. E o domínio do Rei da luz, da vida e da energia vital apenas se defenderia. As nuvens tomariam formas de muralhas intransponíveis e transformariam-se nos mais valentes guerreiros. Hércules, Perseu,Teseu, Aragorn (tá, eu sei que dessa vez eu exagerei :D). Depois de uma longa e dura batalha, a Lua venceria, começando sua ditadura de escuridão. Uma eterna noite. Tal como o meu quarto.
Se torna cada vez mais dificil saber se é dia ou noite por aqui. E o arquiteto que projetou minha batcaverna não ajudou muito. Sem janelas. De nenhum tipo. Nem persianas. Nenhuma entrada ou saída. Apenas as portas. Uma que é a de entrada para o banheiro. Ou saída, se você já estiver lá dentro. E a outra é a porta que eu tanto odeio abrir. E que eu tanto odeio que abram.
Logo depois de pensar isso, aí está, minha irmã abriu-a. Ela me trouxe balas. Não gosto dessas balas. Elas não são doces. Aliás, elas não tem gosto. São ruins, e a minha irmã nunca me deixa salivar, vai sempre me enfiando um copo d’água abaixo.
Ela já começou a falar. Mas não comigo. Minha mãe veio! É raro que minha mãe venha aqui. Antes ela vinha todos os dias, pra me acordar. Eu não gostava na época, mas agora eu sinto falta.
Vou fingir que estou dormindo, acho que ela não gosta mais de mim. Ela me abraçou, eu não quis, desviei e gritei. Ela me disse que estava tudo bem, que ela não ia me fazer mal. Eu grito dizendo que ela não é minha mãe. Ela se afasta, minha irmã se aproxima e chama dois homens.
Conheço esses dois, eles nunca me deixam fazer o que eu quero. Eu me desespero e começo a gritar e a bater neles. Eles pegam uma camisa, eu detesto aquela camisa, ela é grande demais para os meus braços. Eu tento tirar a camisa, eles me seguram e colocam-na contra minha vontade, como sempre.
Minha irmã me enfia uma agulha no braço, mesmo por cima da camisa. A última coisa que eu lembro é do sono que eu senti logo depois.
Agora eu presencio a batalha celeste. A Lua está ganhando.
Y.F.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
...
Y.F. e L.G.
A-A Capítulo I, Parte IV
-Vamos lá, Andy, tou ficando entediado aqui, deixe-me fazer algumas perguntas, antes que eu morra de tédio...
-...
-Onde você mora?
-Você vai logo saber.
-Quanto tempo, mais ou menos?
-Só mais cinco ou dez minutos.
-Qual é o dia do seu aniversário?
-Pra que você quer saber? – perguntou ela, em tom de desafio.
-Você conhece o Improvável, então? – respondeu ele, aceitando a idéia.
-Eles já não são bem conhecidos?
-Você prefere quem?
-Você não acha o Elídio Sanna o melhor?
-Então, você gosta de homens com cabelos compridos? – perguntou ele, bincalhão.
-Você me ouviu falando isso? – disse ela, enrubescida. Realmente gostava de homens com cabelos compridos.
-Você vai ou não me dizer a data do seu aniversário?
-Você não me ouviu pedir um motivo? – perguntou ela, irônica.
-Isso não é o começo de uma amizade?
-Eu disse que queria ser sua amiga?
Andy continuara andar, mas só depois de dar uns três ou quatro passos que percebera que ele não estava mas ao seu lado.
-Beto, eu não quis...
-Okay,você não diria a data do seu aniversário pra um garoto estranho que você conheceu a menos de meia hora – falou ele, dramático. Depois de uns dois segundos de um silêncio constrangedor, ele acrescentou, sorrindo – Mesmo que ele tenha cabelos compridos.
-Então você percebeu? – perguntou ela, envergonhada e aliviada ao mesmo tempo.
-Andy, você ficou mais vermelha que um tomate. Eu não tinha certeza – disse ele, também enrubescendo.
-Então eu fui pega?
-Você não percebeu?
-Não, não perc...
-Ha!, perdeu.
-Qu... – falou ela, confusa. Depois de compreender ela disse – Aaah, droga, perdi – e soltou um sorriso acanhado.
-Ah, mas estamos quites, eu tinha perdido antes. Estamos empatados.
-Me desculpe por ter sido tão grossa, é que eu não sou acostumada em ficar fazendo amigos por aí, não tenho essa prática.
-Tudo bem, Andy, tudo bem... – ele disse sorrindo.
-Acho que a gente pode ser amigo, você é um cara legal – ela disse e enrubescera logo em seguida.
-Você também é uma garota muito legal, Andy, gostei de você – disse ele timidamente.
-Olha, chegamos, aqui é onde moro.
Eles pararam em frente a uma casa braca, com um portão gradeado também branco. Uma casa particurlamente grande, se comparada com a maioria das outras casas. Andy pegara a sua chave em sua mochila e abriu o portão, mas não entrou. Beto falou:
- Rua das Oliveiras, 1011. Não vou esquecer. E então, você está bem mesmo, né? Não te machuquei, não?
-Não, Beto, obrigada por se preocupar, só estou com um pouco de dor de cabeça pelo susto, mas estou estou bem.
-Então eu vou indo, parece que vai chover. A gente se vê – ele estendeu a mão para um cuprimento.
-Ok, a gente se vê – ela estendeu a mão para retibuir, mesmo sentindo uma imensa estranha vontade de abraçar aquele estranho de cabelos compridos.
-Tchau – disse ele. Virou-se para ir embora.
Andy atravessou o portão já aberto. Parou por um segundo, saiu na rua de novo e chamou:
-Beto... – ele virou-se e ela acrescentou sorrindo – Dia dez de maio.
Ele piscou o olho esquerdo pra ela e continuou a andar. Ela ainda permanecera ali, olhando ele ir embora, por uns dez segundos, quando finalmente entrou em casa.
Y.F.
domingo, 22 de agosto de 2010
Poemas Noturnos - Sonhos Que Sonhei Sozinho
Sem sono me vejo
Tentando dormir.
E não encontro outra maneira
De parar de pensar em ti.
Às vezes dormir não consigo.
E quando adormeço, realmente,
Começo a sonhar contigo.
Louco, insano, sem sono,
Sem razão.
O que mais tu queres me roubar
Além do coração?
Tantas vezes disse
Que te amava.
E agora me fazes voltar atrás
Com minhas próprias palavras.
É triste ver que nossa história
Talvez termine assim.
Porque eu queria tanto
Me ver voltar a sorrir.
08.11.09
YanFernandes.
sábado, 21 de agosto de 2010
A-A Capítulo I, Parte III
-Você vai ‘deixar’ eu te acompanhar?! Eu te acompanharia mesmo que você não quisesse, você é a coisinha mais linda que eu já vi desde que eu cheguei – disse ele, com um sorriso no rosto
-Epa, epa,epa! Parando por aí, não te dei intimidades.
-Ok, parando por aqui.
Eles andaram alguns metros, e ele falou:
-E, se quiser saber, meu nome é Alberto, mas pode me chamar de Beto, todos me chamam assim.
-...
-Ah, qualé?, vamos lá, eu até segui a regra da cortesia que diz que se quisermos saber o nome de uma pessoa, temos que dar o nosso primeiro.
-Ok, ok, meu nome é Andressa, mas pode me chamar de Andy – e acrescentou, numa voz sarcástica - “todos me chamam assim”.
-Tá bom,tá bom, mas já achamos alguma coisa em comum, não?
-Achamos? – falou ela rindo ironicamente.
-É,ambos temos os nome começando pela letra ‘A’.
-...
Andaram por alguns metros, ele falando muito e ela falando poucas coisas, a maioria das vezes só balançando a cabeça como sinal de sim ou de não.
Y.F. e L.G.
Continua... (ou não)
domingo, 15 de agosto de 2010
Minha Vida (Você) - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho
Minha Vida (Você)
Quando eu te encontrei
Parece que levei tempo bastante
Pra poder perceber...
Mas, espera um instante!,
Parece que tens feito acontecer,
O que pra mim parecia impossível.
Não sei se aconteceu mesmo,
Parece-me muito impassível.
Parece que me fizeste esquecer
A pessoa que por tempo bastante
Eu amei.
Tu devolveste-me a vida, a luz
E a inspiração.
E eu ainda não sei
Por que tanto tempo levei
Pra dizer que te amo (do fundo do meu coração).
E o mais interessante:
Parece que essa coisa
(chamam-na de amor)
Não traz mais nada,
Além de sofrimento e dor,
Pois quando me traz de novo a inspiração,
Leva de novo minha alma,
Leva de novo meu coração.
06.11.09
Yan’Fairy’Fernandes
sábado, 14 de agosto de 2010
A-A Capítulo I, Parte II
Estava paralisada pelo susto, até que escutara uma voz:
- Você está bem?, Você está bem? – A voz parecia-lhe familiar de um certo modo.
- Ãhn?! – Ela parecia perturbada por algo naquela voz.
- Eu não te machuquei, não é? – disse um garoto de cabelos loiros compridos, até a altura do meio de suas costas, amarrados em um rabo de cavalo, o que era muito incomum de se ver por aquela parte da cidade.
- Não, não – disse ela, tentando lembrar-se de onde já poderia ter o visto.
- Você parece um pouco perturbada, tem certeza de que está bem? – perguntou o garoto, parecendo realmente preocupado.
- Não, estou bem, só fiquei um pouco assustada – disse-lhe – e você?
- Não importa como estou, deixe-me ajudar – dizendo isso, ele pegou os livros que ainda estavam no chão – Estão um pouco molhados – disse, entregando os livros à dona – Essa época do ano é horrível...
- Eu gosto dessa época do ano.
- É?! Eu também! – disse o garoto – só queria ser simpático.
Ela soltou um riso forçado.
- Ah, qualé? Vamos, vou te deixar em casa, você não me parece realmente bem – ele pensou um pouco e acrescentou – Espera, você não mora longe, não é?
- Não, não precisa, eu posso...
- Não, eu faço questão, afinal, foi eu quem te deixou nesse estado.
- ...
- Ah, vamos lá, mais animação!
-Tá, vou deixar você me acompanhar, mas menos animação, por favor.
Ele pegou sua bicicleta quebrada e começou a andar ao seu lado.
Continua... (ou não)
Y.F. e L.G.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A-A Capítulo I, Parte I
E era um final de tarde de outono.
A menina de cabelos lisos e negros caminhava por sua rua. Voltava do colégio. Cursava o 2° ano do colegial, e não tinha mais aquela visão pouco adulta do mundo. Já era “bem adulta”, como lhe diziam, “para uma garota de 15 anos”. Não era uma garota muito bonita, havia muitas outras garotas da sua idade mais bonitas que ela, mas era bela. Uma beleza única e própria. Seus olhos eram negros, suas bochechas rosadas, seu nariz um pouco empinado, mas não lhe dava um ar presunçoso como faz um nariz empinado, mas isso só lhe deixava mais bela. Uma beleza humilde e pura.
A garota continuava caminhando entre as oliveiras com folhas secas - não mortas, porque, afinal, era outono. Havia folhas secas em todos os lugares da rua em que passava, e ela percebeu o quanto isso era parecido com os filmes que ela costumava ver: a rua úmida (ainda sobrara um pouco das chuvas de verão), e folhas secas caídas e espalhadas pelo próprio vento. Ela percebera isso e andara mais alguns metros, até que, de repente, em um dos quarteirões da grande rua, apareceu uma bicicleta em alta velocidade que vinha na sua direção. Felizmente, não a atingira, mas lhe derrubara os livros que estava em suas mãos pelo susto. A bicicleta continuou em movimento por um ou dois segundos até bater em uma oliveira próxima.
Continua... (ou não)
Y.F. e L.G.
!!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ahn?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
No Titled - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho
No Titled
É díficil explicar
O que é essa coisinha, a tal _____;
Tão pequena, tão lindinha, tão perfeita...
Se existe um Deus, por ele ela foi feita.
Seus cabelos, seus olhos, suas mãos.
Eu tou completamente sem inspiração.
Não sei o que faço para tirá-la do coração,
Só sei que talvez ela me faça viver na solidão.
Eu sei que isso não tem nada a ver
Com o que eu tinha começado a escrever.
Mas é que me deu uma vontade
De escrever pra ela, pra matar a saudade.
Voltemos àquela coisinha
Tão pequena, tão lindinha...
Mas por aqui vou parando
Por querer não a estar amando.
23-24.10.09
Yan’Fairy’Fernandes
O primeiro com a personalidade ‘Fairy’, veja a confusão que ficou. A primeira estrofe pra uma, a segunda pra outra... Ficou muito estranho esse.
Y.F.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Quase Soneto - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho
Quase Soneto
Era uma vez, um garotinho entediado
Que só queria alguém ao seu lado
Para poder mostrar o que sente.
Mas ele só vivia perto de gente que mente.
.
Todos cheios de mau-humor e hipocrisia,
E ele apenas um amigo queria.
Até que um dia uma linda garota ele encontrou
E tudo o que sentia pra ela contou.
.
Mas ele não queria crer,
Porque ela não poderia entender
Como ele a amava tanto assim.
.
Explicar-lhe era seu objetivo,
Mas ele queria que fosse decisivo,
Pra de uma vez por todas na história por um fim.
.
26.01.10
YanFernandes
(Carla, a garota mais linda do mundo inteiro, me ajudou a fazer esse. Ela deu a idéia de apenas um verso, mas é muito. Pelo menos pra mim é. Nem sei se ela lembra, mas é pra não deixar isso cair no esquecimento)
Y.F.
domingo, 18 de julho de 2010
Prometidos - Série Contos de Um Contador Idiota
Camila acabara de acordar e fora tomar um banho. Nem ligara o chuveiro elétrico, resolveu que um banho gelado pela manhã seria bem melhor para ela num primeiro dia de aula num colégio desconhecido do que um banho quente.
Em um outro lugar, Hugo também acordava. Não queria levantar para o primeiro dia de aula, não estava com vontade de sair falando com todas aquelas pessoas no colégio inteiro, todos os que já tinham estudado com ele e ainda passar por algumas situações constrangedoras com os novatos. Logo após de perceber que um dia ele teria que passar por isso, levantou-se. Foi direto para o banheiro.
Camila lavava seus cacheados cabelos loiros quando ouviu um barulho fora do banheiro - devia ser seu pai, ele costumava acordar naquela hora. Ela ficaria feliz se ele fosse levá-la ao colégio. Saiu do banho e foi procurar a roupa adequada. Sentia-se com um pouco de vergonha própria por não ter deixado tudo pronto para o dia seguinte na noite anterior, como costumava fazer na maioria das vezes.
Hugo saía do banho sem ao menos ter acordado totalmente. Pegou uma calça qualquer e uma camisa qualquer e vestiu-se. Poderia ter chorado de raiva quando lembrou que teria que ir andando até a escola. Não ficava tão longe, mas ele não sentia vontade nenhuma de andar.
A menina loira pegava um vestido azul, achou que era o bastante. Olhou suas unhas e viu que o esmalte vermelho que tinha sido aplicado nelas já estava se desgastando. Ficaria um pouco constrangida de chegar no colégio com as unhas não pintadas, mas ficaria com mais constrangimento se chegasse com as unhas malfeitas então resolveu tirar o esmalte.
O garoto pegou um copo de suco na geladeira e um pedaço de bolo que ele mesmo preparara na noite anterior. Engolira tudo em menos de cinco minutos, escovou os dentes, pegou apenas um caderno e uma caneta e saiu de casa.
Ao ver o pai na cozinha, Camila perguntou se ele a levaria na escola. Ele respondeu positivamente, então ela ainda teria pelo menos uns quinze minutos livres. Pegou uma xícara do café que o pai acabara de preparar e pegou uma maçã. Logo depois de terminar de comer, tomou um copo d'água, escovou os dentes, pegou um caderno, uma agendinha e algumas canetas e avisou o pai que estava pronta.
Logo ao chegar no colégio, Hugo encontrou alguns de seus amigos, falou com todos e foi para a sala. Sentou-se em uma das últimas cadeiras.
Camila acabava de entrar no colégio, localizou a sala e foi em sua direção.
Hugo gostaria muito de poder estar dormindo, resolveu abaixar a cabeça na cadeira e dormir ali. Mal baixara a cabeça e foi assustado por um de seus amigos que acabara de chegar. Ele sentou na sua frente e começou a conversar.
A garota entrava na sala praticamente ainda vazia. Havia apenas um grupo de meninas sentadas na frente e um grupo de garotos sentados lá atrás. Decidiu sentar-se numa fila perto da parede, na quarta cadeira.
Hugo notara a garota novata de cabelos negros entrar, não olhou nos seus olhos, evitou esse constrangimento.
Camila viu os quatro meninos conversando lá atrás. Não notara nenhum olhar em sua direção.
Camila e Hugo não sabiam, eles estavam a mais de três mil quilômetros de distância. Mas um dia eles vão se encontrar.
sábado, 10 de julho de 2010
Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho - The Piercing Radiant Moon
The Piercing Radiant Moon
Idolatrava, Zeloso, A Lua.
Era noite de Lua Cheia, e ele havia olhado
A Lua Cheia anterior, um mês antes,
E, com certeza, olharia a Lua Cheia do mês seguinte.
O olhar prateado fazia-lhe lembrar
Do olhar penetrante de sua amada.
O rapaz observava a Lua Cheia
Como se tivesse observando-a,
E parecia completamente apaixonado
Pela longínqua esfera prateada.
Nada passava-lhe pela cabeça,
Só queria que aquilo fosse para sempre,
Que fosse infinitamente o dia de Lua Cheia,
Que ele pudesse olhá-la,
Que ele esquecesse de todo o resto.
Queria que tudo acabasse, se ele pudesse olhar
A orbe gigantesca e ofuscante para sempre.
O brilho argênteo era o seu único desejo,
Queria que a Lua fosse sua e somente sua.
Queria possuir aquela luz.
A Lua sumiria de repente, ele sabia disso,
Mas não queria.
Odiava as três semanas de “não-Cheia”.
Não queria uma ou outra metade, queria por inteiro.
Gostaria se não existisse a Lua Nova,
Nem o Quarto Crescente, muito menos o Minguante.
Mas ele não se importava com isso.
Não agora.
A Lua o hipnotizara.
L.G.,
Diretamente do Mundo da Lua ;)
Duvido alguém fazer a relação.
Foi o Luís que fez, mas só postei porque esse é um dos meu favoritos.
Y.F.
Foi Mal, aê =S
sábado, 3 de julho de 2010
Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho - Lua

Cuja beleza ultrapassa a beleza de mil mulheres,
Mesmo nuas.
Diga-me o que queres,
Pois nada tenho a lhe dar,
Além de mim mesmo.
Se quiseres, podes levar.
Ó, Lua,
Com seu brilho prateado,
Me deixastes encatado
E sem razão.
Ó, Lua,
Que somes uma vez por mês,
E assim não vês
Chorar meu coração.
Ó, Lua Cheia, me faz ser tua ceia
E me leva pra junto de ti,
Leva-me, pois agora não consigo dormir.
04.01.10
YanFernandes
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Galerew!
Um Verdadeiro Psicopata - Contos de um Contador Idiota
André era uma pessoa um tanto diferente. Ele tinha uma estranha habilidade: conseguia “ver” o caráter das pessoas mesmo sem conhecê-las. Ele simplesmente olhava para elas e sabia qual a qualidade de seu caráter. O jovem rapaz tinha uma margem de acerto muito boa, errava em menos de 7% dos casos, o que fazia simpatizar-se com as poucas pessoas de bom caráter que havia no mundo. Ele odiava chegar perto de uma pessoa sem nenhum caráter, o que lhe fazia perder muitas oportunidades na sua vida. Ele, acima de tudo, odiava as pessoas com uma “personalidade perfeita”, como ele chamava as pessoas de tão bom caráter que não teriam coragem nem para contar uma mentira muito grande.
Esse ódio começou a se fortalecer e tomou parte de sua preocupação. Um certo dia André caminhava por parque totalmente deserto. Havia apenas um grupo de quatro pessoas – três rapazes e uma moça. Ele continuou andando e percebeu que um daqueles três homens tinha um dos piores caráteres que ele já tinha “visto”. Correu até o local onde se encontravam a jovem moça e eles. Estavam discutindo e a jovem estava desesperada. Perguntou se havia algum problema por ali. Um dos rapazes respondeu que não era de sua conta.
Como eram rapazes bem menores que ele, tinham, no máximo, 17 anos, André não se intimidou e deu um tapa de leve no ombro de um deles e disse que achava que tinha algum problema acontecendo.
Um dos rapazes, que não tinha um caráter muito ruim, tentou puxar seu amigo para irem embora sem arranjar confusões. O rapaz mau-caráter percebeu que seria uma péssima idéia continuar ali, e foi embora.
Logo que eles saíram, a moça começou a agradecer André. O que ele percebeu logo depois disso foi o caráter da moça – um dos melhores que ele já tinha visto. André não acreditava no que tinha acontecido: ele tinha acabado de ajudar um dos “caráter perfeitos” que ele tanto odiava. Estava furioso, e, num só golpe, nocauteou a garota.
Pouco depois estava arrastando o corpo inerte da bela moça. Arrastou-a para seu carro e levou-a para casa. Chegando em suas acomodações, André sedou a moça, fazendo-lhe parecer mais morta do que já estava. Cortou-lhe os longos cabelos loiros até a altura de suas sobrancelhas. Tinha acabado de acordar um psicopata que sempre estivera em seu subconsciente. Logo depois dos cabelos, cortou-lhe os pulsos e observou ela sangrar até morte.
Levou o corpo ao local onde a encontrou e começou a banhá-lo em álcool. Depois de a moça estar totalmente coberta de álcool, André revistou seu corpo morto e encontrou uma corrente prateada presa ao seu pulso. Tinha a letra C presa à ela. Ele pegou a pulseira e guardou-a para si. Acendeu um isqueiro e ateou fogo ao corpo. Já era tarde da noite, ninguém andava por ali aquela hora além de drogados. André teve a certeza de que não havia ninguém ali e voltou para casa. Limpou tudo e logo em seguida queimou tudo que estava sujo de sangue da moça.
Os próximos meses foram bem animados para o novo psicopata: matava praticamente em todas as semanas, não se esquecendo de nunca deixar nenhum tipo de indicio dos assassinatos. Sempre matava os que tinham o melhor caráter possível, nunca deixando-lhes uma oportunidade. André pegava algum pertence para lembrar de suas vítimas: primeiro a pulseira, depois os óculos de um deles, o relógio, um brinco, um anel, qualquer coisa.
Passado bastante tempo, André achava que já tinha matado gente de mais, e só as mais bondosas e justas, e ainda odiava esse tipo de gente. Resolveu se entregar para a polícia, já que não via mais toda a euforia de matar as pessoas de bem. Chegando à delegacia mais próxima encontrou uma policial – uma mulher bondosa, inteligente e, acima dessas qualidades, bonita. André sentiu alguma especie de repulsa ao vê-la, mas sentia também uma enorme atração por aquela doce mulher. Analizou-a, percebeu uma objeto consigo, não acreditava no que estava vendo. Tinha que ser justamente a pessoa pela qual ele se apaixonaria? Decidiu que a mataria. Voltou para casa e planejou tudo. Na noite daquele mesmo dia voltou para a delegacia e a chamou para resolver um confusão perto dali. Numa rua deserta, antes que a bela moça pudesse ver suas ações, André puxou uma arma e lhe deu um tiro certeiro no lado esquerdo de seu peito. Retirou uma aliança dourada de sua mão direita, colocou-a no bolso, segurou a mão do corpo da mulher e atirou em sua própria têmpora.
Jaziam dois corpos mortos no chão agora.
Y.F.
sábado, 26 de junho de 2010
Tá tudo bagunçado.
Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho - Obrigado.
Obrigado.
E não pára de chover.
É como se o céu sentisse
A minha dor
E chorasse.
Como eu nunca poderia chorar.
Mas, pelo menos tu estás aqui
Do meu lado.
Me deixas feliz, Pequena,
Quando estás perto.
Pobre coitado,
Eu mesmo.
Perdi dois anos inteiros
Fazendo o que não deveria fazer,
Dizendo o que não deveria dizer,
Escrevendo o que não deveria escrever.
Mas o que importa?
Agora estás ao meu lado,
Apoiando-me.
E, mais uma vez,
Fazendo-me sobreviver a esse mundinho de merda.
08.05.10
Yan’Fairy’Fernandes
Muito obrigado, minha amiga, muito mesmo.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sem Contos Hoje, Pessoal

E, nessas horas que eu realmente estou triste, ninguém percebe. Isso é bom. Ou não. Se eu deixasse transparecer o meu estado agora, todo mundo já estaria preparando o café. O mais legal é que nem eu consigo entender como é que eu consigo ser tão bom em esconder isso. E também evitar ciúmes, que eu acho o que eu faço uma verdadeira arte, sem modéstia.
Na verdade, atuação não é o meu forte. Nada é, aliás. Se eu faço isso já é inconscientemente. E a pior parte é essa. Ter que parecer legal, ter que parecer normal, ter que parecer de alto-astral, ter sempre que parecer igual. Ainda bem que, sinceramente, eu tenho esperanças. Esperança de que tudo isso acabe e eu sobreviva. Se acontecer a primeira e acontecer a segunda, vai ser inútil sem um motivo pra ela. E, se não acontecer o segundo, não tem como acontecer o primeiro. E acho que só nessa segunda hipótese eu consiga realmente tirar esse troço da minha cabeça.
domingo, 20 de junho de 2010
Programação - Complexo Bipolar
Todos os domingo, a partir do próximo (ou não): Série do livro 'Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho'
Por enquanto é só. Aguardem as próximas postagens.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A Garota, O Céu e O Inferno - Série Contos de um Contador Idiota

Ela era linda. Não importa a relação, ela era linda.
Era uma daquelas garotas que chamam atenção de até mulheres, principalmente as invejosas. Nayara tinha o brilho das estrelas nos olhos e a escuridão da noite nos cabelos, que constratavam com sua pele clara. Ela era o tipo de garota que não ligava em ter alguém ao seu lado, até que chegasse o momento certo. Pensava somente em construir sua vida, não querendo ser dependente de ninguém, além de sua própria vontade...
Nayara tinha um sonho que ninguém conhecia, até que isso fosse totalmente destruído quando ela encontrou um rapaz, que lhe deu um tiro, matando-a.
Sua alma (?) subiu aos céus e ela encontrou um brilho prateado que lhe perguntou:
-Então você é a garota perfeita que todos me falaram que estava subindo...
-Perfeita, eu? - respondeu Nayara, com toda a sua humildade.
A luz, com toda a sua magnitude lhe disse:
-Aqui não existe lugar para seres perfeitos, assim não tem lugar para você. Volte imediatamente.
Nayara não sabia o que fazer. Tiram-lhe a vida e ela não tinha mais lugar para ir. Ela vagou um tempo até lembrar dos ensinamentos da mãe: "Quando não lhe convir a mordomia do paraíso, tente o trabalho árduo do inferno"
Ela então, rumou em direção ao inferno, não que ela soubesse onde ficava. Ao chegar lá, uma luz vermelho-sangue lhe disse:
-Então quer dizer que Ele não te aceitou? Ele deve ser muito egoísta, querendo ser a única perfeição do paraíso. Então vejo que minha criação não valeu a pena, já que minha tentativa de colocar alguém no paraíso para me representar foi falha.
-Você me criou? - perguntou Nayara com sua vozinha musical.
-Sim, claro... E agora, você não tem mais serventia. Destruirei você imediatamente.
Ao dizer isso, a luz rubra se jogou em direção da garota. A principio ela não sentiu dor alguma, mas, assim que a luz trespassou-a, ela sentiu seu corpo rasgando-se ao meio, originando outro corpo.
Dois corpos agora jaziam no vácuo, um com seus cabelos negros e outro com cabelos tão brancos quanto a neve.
Quando finalmente voltou a consciência, Nayara sentia seu corpo mais leve. Ela emagrecera. Esse era seu sonho, como o de todas as mulheres.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Luís' Farewell
De vez em quando eu talvez volte, pra postar algumas coisas, porque, afinal, não foi só o Yan que escreveu o que for postado nesse blog. Não conte com muito da minha participação, ele que vai fazer tudo agora. Eu tenho quase certeza que eu não vou desaparecer totalmente e quase certeza que eu vou voltar a aparecer, porque eu sei o caminho de volta...
domingo, 13 de junho de 2010
Cyanide and Happiness
sábado, 12 de junho de 2010
Aviso aos (poucos) visitantes.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Contos de Um Contador Idiota.
sábado, 5 de junho de 2010
Galerew!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Apresentação
Pois é, eu criei esse blog pra compartilhar com vocês internautas, alguns de meus textos. Não serão textos humorísticos, ou seja, não é objetivo deles fazer vocês rirem. Se estiveres a fim de rir, vá ao blog Jovem Nerd, para humor Nerd, ao blog Ñ.Intendo, para humor geral, ou ao blog CyanideAndHappiness, para humor em quadrinhos! Os textos também não terão nenhum tipo de seriedade. Não serão postadas noticias. Ou sim. Dependendo do meu humor e da minha disposição.
Na verdade, esse blog não vai te servir pra nada, a não ser que tu aches algum artigo interessante e tomes a idéia como sua. Não, isso não foi um conselho. Aliás, não faça isso.
Então, vou começar me apresentando.
Meu nome é Yan Fernandes, tenho 14 anos. Não, espera aí... Deixa-me contar... Outubro de 1994, Junho de 2010, dois elevado à trigésima segunda potência, dividido por 512, E é igual a EME CÊ ao quadrado... Não, na verdade eu tenho 15 anos... É, é isso. Tenho 15 anos. Tenho 15 anos, jogo RPG, gosto de RPG, idolatro JRRT, gosto de quadrinho e não sou nerd, ao contrário do que Eliana fala. Adoro rock, principalmente System of a Down. Escuto Raul Seixas desde que eu me entendo por gente. Tenho um amigo. Aliás, meu melhor amigo ele é. O nome dele é Luís Gomes, ele será uma espécie de ajudante na construção desse blog. Conheço-o há dois anos. Beleza. Curso o Segundo Ano do Ensino Médio, na sala do Luís e de uma garota incrível. Não me deixem começar a falar dela, por favor. Eu gosto de biscoito queijadinha (só estou postando essa informação, porque eu estava comendo enquanto eu escrevia isso) e de Aveia e Mel. Antes de postar qualquer coisa aqui, eu escreverei no meu caderno-mil-e-uma-utilidades, que eu uso como borrão do livro que eu estou escrevendo. Aliás, dos dois livros. O primeiro se chama A↔A, conta a história de uma garota – Andressa. Ele ta ficando ridículo. Talvez eu dê uma melhorada nele e poste alguma coisa pra vocês. O segundo é uma coleção de poemas. Já escrevi vários, mas todos estão ruins. Estou pensando se postarei ou não alguns pra vocês aqui.
Eu não me esqueci de dizer que eu gosto de Senhor dos Anéis, não? Tipo, JRRT é um gênio...
Outro lembrete, além do da menininha da minha sala: não me deixem começar a falar de Senhor dos Anéis...
Pois é, acabou-se a minha apresentação. E eu nem falei muito sobre o Luís, né? Ah, deixa pra lá, depois ele vem aqui e fala com vocês.
Começarei com as postagens o mais rápido possível.
Valeuzão!
Yan Fernandes
