E era um final de tarde de outono.
A menina de cabelos lisos e negros caminhava por sua rua. Voltava do colégio. Cursava o 2° ano do colegial, e não tinha mais aquela visão pouco adulta do mundo. Já era “bem adulta”, como lhe diziam, “para uma garota de 15 anos”. Não era uma garota muito bonita, havia muitas outras garotas da sua idade mais bonitas que ela, mas era bela. Uma beleza única e própria. Seus olhos eram negros, suas bochechas rosadas, seu nariz um pouco empinado, mas não lhe dava um ar presunçoso como faz um nariz empinado, mas isso só lhe deixava mais bela. Uma beleza humilde e pura.
A garota continuava caminhando entre as oliveiras com folhas secas - não mortas, porque, afinal, era outono. Havia folhas secas em todos os lugares da rua em que passava, e ela percebeu o quanto isso era parecido com os filmes que ela costumava ver: a rua úmida (ainda sobrara um pouco das chuvas de verão), e folhas secas caídas e espalhadas pelo próprio vento. Ela percebera isso e andara mais alguns metros, até que, de repente, em um dos quarteirões da grande rua, apareceu uma bicicleta em alta velocidade que vinha na sua direção. Felizmente, não a atingira, mas lhe derrubara os livros que estava em suas mãos pelo susto. A bicicleta continuou em movimento por um ou dois segundos até bater em uma oliveira próxima.
Continua... (ou não)
Y.F. e L.G.
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