Complexo Bipolar
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
-x-x-x-x-
sábado, 11 de setembro de 2010
You - Sonhos Que Eu Sonhei Sozinho
my sunrIse and my sunshine,
the air of my breath and the water of my drinK,
the light of the stArs iN up the skyline
you’re in all of my Thoughts, in every thinK.
hAppiness is a stRange woRd to me
but, nearing you, I can see...
i guess I’m luckY.
nearing you I’m just a sucker.
my head is so confuse,
my heart is broken, diffuse.
and I need to say it...
i love you, but damn it.
22.09.09
YanFernandes.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O Quarto - Contos de Um Contador Idiota
Passo tanto tempo de minha vida nele. O tempo que for preciso. Essas quatro paredes brancas e acolchoadas já se tornaram parte de mim. Eu as tenho como confidentes. E elas são ótimas para exercer essa função: só ouvem, nunca falam.
Ao contrário delas, minha irmã fala demais. Ela é médica, e vive sempre falando em termos cientificos, coisas que eu entendo bem pouco. Sempre conversando comigo como se eu precisasse da ajuda dela, ela diz que um dia eu iria sair desse quarto, fala como se eu quisesse isso, fala como se eu precisasse sair da minha fortaleza de gelo.
Além das minhas confidentes não existem muitas coisas por aqui. Só minha cama é o bastante pra me deixar preso aqui. Não há nada melhor do que dormir profundamente e sonhar com cavalos marinhos coloridos de verde e azul voando pelo céu amarelo. Sonhar com a batalha dos dois reinos celestes. A Lua com seu exercito de constelações, levando a escuridão e a melancolia por onde passasse. A rainha do crepúsculo quer tomar o reino do Sol. E o domínio do Rei da luz, da vida e da energia vital apenas se defenderia. As nuvens tomariam formas de muralhas intransponíveis e transformariam-se nos mais valentes guerreiros. Hércules, Perseu,Teseu, Aragorn (tá, eu sei que dessa vez eu exagerei :D). Depois de uma longa e dura batalha, a Lua venceria, começando sua ditadura de escuridão. Uma eterna noite. Tal como o meu quarto.
Se torna cada vez mais dificil saber se é dia ou noite por aqui. E o arquiteto que projetou minha batcaverna não ajudou muito. Sem janelas. De nenhum tipo. Nem persianas. Nenhuma entrada ou saída. Apenas as portas. Uma que é a de entrada para o banheiro. Ou saída, se você já estiver lá dentro. E a outra é a porta que eu tanto odeio abrir. E que eu tanto odeio que abram.
Logo depois de pensar isso, aí está, minha irmã abriu-a. Ela me trouxe balas. Não gosto dessas balas. Elas não são doces. Aliás, elas não tem gosto. São ruins, e a minha irmã nunca me deixa salivar, vai sempre me enfiando um copo d’água abaixo.
Ela já começou a falar. Mas não comigo. Minha mãe veio! É raro que minha mãe venha aqui. Antes ela vinha todos os dias, pra me acordar. Eu não gostava na época, mas agora eu sinto falta.
Vou fingir que estou dormindo, acho que ela não gosta mais de mim. Ela me abraçou, eu não quis, desviei e gritei. Ela me disse que estava tudo bem, que ela não ia me fazer mal. Eu grito dizendo que ela não é minha mãe. Ela se afasta, minha irmã se aproxima e chama dois homens.
Conheço esses dois, eles nunca me deixam fazer o que eu quero. Eu me desespero e começo a gritar e a bater neles. Eles pegam uma camisa, eu detesto aquela camisa, ela é grande demais para os meus braços. Eu tento tirar a camisa, eles me seguram e colocam-na contra minha vontade, como sempre.
Minha irmã me enfia uma agulha no braço, mesmo por cima da camisa. A última coisa que eu lembro é do sono que eu senti logo depois.
Agora eu presencio a batalha celeste. A Lua está ganhando.
Y.F.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
...
Y.F. e L.G.
A-A Capítulo I, Parte IV
-Vamos lá, Andy, tou ficando entediado aqui, deixe-me fazer algumas perguntas, antes que eu morra de tédio...
-...
-Onde você mora?
-Você vai logo saber.
-Quanto tempo, mais ou menos?
-Só mais cinco ou dez minutos.
-Qual é o dia do seu aniversário?
-Pra que você quer saber? – perguntou ela, em tom de desafio.
-Você conhece o Improvável, então? – respondeu ele, aceitando a idéia.
-Eles já não são bem conhecidos?
-Você prefere quem?
-Você não acha o Elídio Sanna o melhor?
-Então, você gosta de homens com cabelos compridos? – perguntou ele, bincalhão.
-Você me ouviu falando isso? – disse ela, enrubescida. Realmente gostava de homens com cabelos compridos.
-Você vai ou não me dizer a data do seu aniversário?
-Você não me ouviu pedir um motivo? – perguntou ela, irônica.
-Isso não é o começo de uma amizade?
-Eu disse que queria ser sua amiga?
Andy continuara andar, mas só depois de dar uns três ou quatro passos que percebera que ele não estava mas ao seu lado.
-Beto, eu não quis...
-Okay,você não diria a data do seu aniversário pra um garoto estranho que você conheceu a menos de meia hora – falou ele, dramático. Depois de uns dois segundos de um silêncio constrangedor, ele acrescentou, sorrindo – Mesmo que ele tenha cabelos compridos.
-Então você percebeu? – perguntou ela, envergonhada e aliviada ao mesmo tempo.
-Andy, você ficou mais vermelha que um tomate. Eu não tinha certeza – disse ele, também enrubescendo.
-Então eu fui pega?
-Você não percebeu?
-Não, não perc...
-Ha!, perdeu.
-Qu... – falou ela, confusa. Depois de compreender ela disse – Aaah, droga, perdi – e soltou um sorriso acanhado.
-Ah, mas estamos quites, eu tinha perdido antes. Estamos empatados.
-Me desculpe por ter sido tão grossa, é que eu não sou acostumada em ficar fazendo amigos por aí, não tenho essa prática.
-Tudo bem, Andy, tudo bem... – ele disse sorrindo.
-Acho que a gente pode ser amigo, você é um cara legal – ela disse e enrubescera logo em seguida.
-Você também é uma garota muito legal, Andy, gostei de você – disse ele timidamente.
-Olha, chegamos, aqui é onde moro.
Eles pararam em frente a uma casa braca, com um portão gradeado também branco. Uma casa particurlamente grande, se comparada com a maioria das outras casas. Andy pegara a sua chave em sua mochila e abriu o portão, mas não entrou. Beto falou:
- Rua das Oliveiras, 1011. Não vou esquecer. E então, você está bem mesmo, né? Não te machuquei, não?
-Não, Beto, obrigada por se preocupar, só estou com um pouco de dor de cabeça pelo susto, mas estou estou bem.
-Então eu vou indo, parece que vai chover. A gente se vê – ele estendeu a mão para um cuprimento.
-Ok, a gente se vê – ela estendeu a mão para retibuir, mesmo sentindo uma imensa estranha vontade de abraçar aquele estranho de cabelos compridos.
-Tchau – disse ele. Virou-se para ir embora.
Andy atravessou o portão já aberto. Parou por um segundo, saiu na rua de novo e chamou:
-Beto... – ele virou-se e ela acrescentou sorrindo – Dia dez de maio.
Ele piscou o olho esquerdo pra ela e continuou a andar. Ela ainda permanecera ali, olhando ele ir embora, por uns dez segundos, quando finalmente entrou em casa.
Y.F.
domingo, 22 de agosto de 2010
Poemas Noturnos - Sonhos Que Sonhei Sozinho
Sem sono me vejo
Tentando dormir.
E não encontro outra maneira
De parar de pensar em ti.
Às vezes dormir não consigo.
E quando adormeço, realmente,
Começo a sonhar contigo.
Louco, insano, sem sono,
Sem razão.
O que mais tu queres me roubar
Além do coração?
Tantas vezes disse
Que te amava.
E agora me fazes voltar atrás
Com minhas próprias palavras.
É triste ver que nossa história
Talvez termine assim.
Porque eu queria tanto
Me ver voltar a sorrir.
08.11.09
YanFernandes.
sábado, 21 de agosto de 2010
A-A Capítulo I, Parte III
-Você vai ‘deixar’ eu te acompanhar?! Eu te acompanharia mesmo que você não quisesse, você é a coisinha mais linda que eu já vi desde que eu cheguei – disse ele, com um sorriso no rosto
-Epa, epa,epa! Parando por aí, não te dei intimidades.
-Ok, parando por aqui.
Eles andaram alguns metros, e ele falou:
-E, se quiser saber, meu nome é Alberto, mas pode me chamar de Beto, todos me chamam assim.
-...
-Ah, qualé?, vamos lá, eu até segui a regra da cortesia que diz que se quisermos saber o nome de uma pessoa, temos que dar o nosso primeiro.
-Ok, ok, meu nome é Andressa, mas pode me chamar de Andy – e acrescentou, numa voz sarcástica - “todos me chamam assim”.
-Tá bom,tá bom, mas já achamos alguma coisa em comum, não?
-Achamos? – falou ela rindo ironicamente.
-É,ambos temos os nome começando pela letra ‘A’.
-...
Andaram por alguns metros, ele falando muito e ela falando poucas coisas, a maioria das vezes só balançando a cabeça como sinal de sim ou de não.
Y.F. e L.G.
Continua... (ou não)